Cinema Livre

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Vanishing Point (1971), de Richard Sarafian

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Com a benção de Bobby Gillespie e do Globo Repórter

Além do Alice Cooper, as principais peculiaridades estadunidenses dos anos 70 são as costeletas longas e grossas e as medalhas de honra forjadas em metal, concedidas aos derrotados, porém orgulhosos, soldados americanos que se aventuraram na Guerra do Vietnã. Kowalsky detém ambos, além de uma natural predileção por carros velozes. Soa familiar? Não é mera coincidência.

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A fertilidade de Lina Wertmüller

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De 1972 a 1975, Lina Wertmüller, diretora que iniciou como assistente de Fellini em Otto e Mezzo, alcançou seu auge criativo. São quatro filmes que dão esse status ao período em questão: Mimi, o Metalúrgico (Mimì metallurgico ferito nell'onore), Amor e Anarquia (Film d'amore e d'anarchia), Por um Destino Insólito (Travolti da un insolito destino nell'azzurro mare d'agosto) e Pasqualino Sete Belezas (Pasqualino Settebellezze), produzidos em sequência, um por ano.

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Uma Mulher é Uma Mulher (1961), de Jean-Luc Godard

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1. A Nouvellhe Vague tem uma marca: as referências. O conteúdo disperso das histórias, o colorido vulgar, a música pop, os atores pop, os diálogos de pouco sentido, os cortes abruptos de cena e som, a libertinagem burguesa (efeito do desbunde sexual e espiritual sessentista) são críticas e referências ao já aberto na arte. O cinema francês da Nouvelle Vague é lúcido o suficiente para caminhar pelas cenas em delírio, para pleitear as referências em colagem alucinada, trazendo àquele que vê o filme a sensação explícita ou implícita do deja vu.

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Terra de Ninguém (1973), de Terrence Malick

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Há diretores que se destacam por uma característica quase barroca: a habilidade de transmitir uma densa mensagem através de aspectos aparentemente despretensiosos e até insignificantes. Não há a menor dúvida de que Terrence Malick se insere nesse seleto grupo.

Logo em sua estreia como diretor, poder-se-ia dizer, ele nos conta a história de Kit (Martin Sheen), um lixeiro pouco preocupado com a vida, e Holly (Sissy Spacek), garota inocente e dez anos mais nova que Kit. Ambos se conhecem quase por acaso e se apaixonam, mas encontram um obstáculo: o pai de Holly (Warren Oates).

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Sobre a revista

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No final de 2006, um pequeno grupo de cinéfilos se juntou com um objetivo muito bem definido: tornar mais acessível o cinema marginalizado pelo circuito comercial. Nascia o Movimento Cinema Livre.

Traduzindo e disponibilizando gratuitamente legendas de muitos filmes inéditos - ou quase - no Brasil, o grupo cresceu de forma vertiginosa nos meses seguintes. Além de fazer a felicidade de muitos cinéfilos, as legendas do Movimento também alcançaram inúmeros cineclubes por todo o país, o que de fato maximizou o acesso a filmes que antes se limitavam a grupos muito restritos. E isso sem mencionar a relevância dessas mesmas legendas para usuários de outros países lusófonos, sobretudo Portugal e Moçambique.

Entretanto, após certo sucesso e apesar de contar com mais de 1500 membros, o Movimento enfrentou momentos difíceis, com prolongados períodos de escassez na confecção de novas legendas. Nesta circunstância, surgiu a parceria com o site MakingOff, que se afigurou como uma oportunidade de redenção; e realmente o foi, durante mais de 1 ano e muitas legendas, até que a parceria terminou.

Ao fim desse período, de novo nos deparamos com uma situação que poderia decretar a morte do Movimento. E, mais uma vez, apareceu uma oportunidade de redenção e até de aperfeiçoamento: esta revista.

Como percebemos ao longo da vida do grupo, muitos filmes para os quais disponibilizávamos legendas não eram assistidos por um simples motivo: falta de uma apresentação devida e de material crítico em português na internet. Assim, publicamos a Revista Cinema Livre para analisar criticamente os filmes que nós – e também outros – traduzimos e então possibilitar ao leitor e cinéfilo que amplie seu inventário de filmes e diretores conhecidos.

 

A Redação